Descrição
A Falcom é uma das empresas mais respeitadas quando o assunto é RPG. Porém, é difícil entender os motivos que levaram a empresa a esconder, por aproximadamente cinco anos, o game “Eiyuu Densetsu: Sora no Kiseki FC”, que por aqui recebeu o nome de “The Legend of Heroes: Trails in the Sky”.
Apesar do atraso, “The Legend of Heroes: Trails in the Sky”, por sorte – ou seria competência? –, é o tipo de game que não envelheceu rápido com o passar do tempo, e ainda se mostra carismático o suficiente para conquistar o jogador com piadas (algumas vezes de duplo sentido), personagens com traços próprios e muitas horas de desafio.
Em alguns jogos as produtoras se preocupam demais em desenvolver o enredo e acabam colocando determinados personagens em segundo plano, o que não acontece em “Trails in the Sky”. É interessante ver a atenção dada a vários deles, dos personagens do seu grupo a alguns coadjuvantes que terão apenas uma breve passagem na sua “vida”.
Outra coisa interessante é o fato de serem abordados alguns vícios que não são mostrados com frequência em jogos do gênero, como o hábito de fumar de Nial (ele inclusive reclama disso em uma cena) e os “porres” de Olivier – que, aliás, são responsáveis por vários momentos divertidos.
¦Possibilidade de personalização:
Tudo bem, não é algo que vá fazer o jogo se transformar em um MMO, mas há essa chance graças ao sistema de Quartz, pedras construídas com Sephits (itens obtidos nos confrontos) e conferem atributos extras aos guerreiros, como mais HP e ataque, e propriedades aos seus golpes – petrificar o oponente é o mais interessante. Entretanto, você ainda fica preso a alguns estereótipos, como o fato de Kloe nunca superar Agate em força física e este não ter tanto MP para dar suporte ao grupo quanto a garota.
¦Jornada longa:
Para os que reclamam da duração dos RPGs da geração atual, “The Legend of Heroes: Trails in the Sky” oferece mais de 40 horas de aventura, isso sem considerar as missões paralelas. Se elas forem somadas a esse número, ele facilmente ultrapassa a casa de 50 horas de desafio – o que é uma marca excelente para um título do gênero.
¦Ajuste de dificuldade: Há jogadores que ficam irritados quando morrem muito em uma batalha obrigatória, seja pelo nível incompatível com o desafio ou por não encontrarem a estratégia correta. Neste sentido, o game dá uma forcinha com uma opção que diminui a dificuldade da luta quando o grupo é “atropelado” uma vez. Caso as derrotas continuem, o nível vai ficando mais brando gradativamente até que o oponente seja vencido.